Censo EAD 2018/2019: qualidade é o caminho para o crescimento da EAD

Censo EAD 2018/2019: qualidade é o caminho para o crescimento da EAD

Como funciona a educação a distância no Brasil? Quais são suas principais tendências e aplicações?

Estas foram algumas das perguntas que fizeram parte do 11º Censo EaD BR da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) aplicado durante o ano de 2018 em 259 Instituições de Ensino de naturezas e perfis administrativos diferentes, como:

  • Instituições educacionais públicas federais
  • Instituições educacionais públicas estaduais
  • Instituições educacionais públicas municipais
  • Instituições educacionais privadas com fins lucrativos
  • Instituições educacionais privadas sem fins lucrativos
  • Instituições do SNA
  • Organizações não governamentais
  • Órgãos públicos ou governamentais
  • Outros

Estas Instituições são credenciadas pelo Sistema Nacional de Educação (SNE) – Ministério da Educação nos níveis de ensino básico, técnico e superior (graduação e pós-graduação), instituições educacionais formais e não formais que oferecem cursos livres e instituições atuantes no âmbito da educação corporativa.

Foram analisados assuntos pontuais e estratégicos, tais como:

  • qualidade da modalidade a distância
  • perfil das instituições fornecedoras
  • recursos educacionais oferecidos aos alunos
  • gestão e negócios em EAD
  • práticas relacionadas à acessibilidade

Os resultados e análises do monitoramento

 

Divulgado em outubro durante a abertura do 25º Congresso Internacional de Educação a Distância (CIAED), que aconteceu em Poços de Caldas (MG) nos dias 20 à 24.

Na ocasião, a responsável pelo levantamento e monitoramento de dados, Betina Von Staa, pôde apresentar os principais indicativos do setor e como as  Instituições de Ensino que responderam o Censo EaD BR da ABED 2018/2019, atuam para atender as demandas destes alunos,  que buscam na EAD a chance de oportunidades de crescimento, formação acadêmica e profissional.

Para termos uma ideia da importância desse levantamento é interessante notarmos dois dos principais números da modalidade a distância e seu impacto em todo o cenário educacional:

  • O aumento de matrículas EaD: De 2017 para 2018 o número de matrículas em todas as modalidades de educação a distância teve um salto de 17%.
  • Número de alunos: Hoje a modalidade EAD é a que mais cresce em número de alunos, totalizando mais de 9 milhões de alunos no Brasil.

A ABED foi precursora no levantamento de dados e informações sobre a educação a distância no país, pois percebeu que informações e dados relevantes da forma como a modalidade estava sendo aplicada e que o crescimento exponencial do setor precisava de monitoramento e análise para refinar e expandir os processos.

As questões estatísticas e numéricas do Censo da ABED fundamentais para o cenário educacional se mantém anualmente, porém a cada ano são inseridos novos temas que possam levar a uma anál ise mais criteriosa  e que comprova caminhos e estratégias seguidas pelas instituições de ensino na busca de rentabilidade nesse mercado.

Neste ano, o tema destaque foi: a busca pela qualidade como diferencial das IES para serem sustentáveis no acirrado mercado da EAD. Anteriormente, focadas essencialmente em estratégias de preço para se destacarem, hoje buscam na sofisticação de recursos, adaptação do ensino e diversificação de conteúdos a diferenciação perante seus concorrentes.

 

 

 Na foto, Marcos Golenha (InterEdTech) e Betina Von Staa (ABED)

Cenário positivo para as IES

Segundo o Censo deste ano, as notícias são animadoras para IES e para fornecedores, pois as organizações que se adaptarem às novas tendências da educação, investimento em estratégias de qualidade na diferenciação conseguem captar os alunos em meio a variada opções de instituições.

Segundo a responsável do Censo EaD BR da ABED, Betina Von Staa, existem dois movimentos simultâneos na educação à distância hoje:

“Instituições locais e  de nicho estão em busca de qualificação de seus processos educacionais para aumentar a rentabilidade em paralelo às IES já consolidadas que investem nas estratégias de massa e robustez para atender seu público”.

Betina ainda destaca que embora caminhem em movimentos paralelos estas tendências não invalidam uma a outra, mas sim exigem que em ambos os cenários seja consolidado estratégias integradas de preço e qualidade para a sobrevivência no mercado educacional a distância.

 

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Fonte:

Todas estas questões e dados aprofundados você pode conferir no Censo EaD BR da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) 2018/2019

Entenda em 3 passos o Produto Mínimo Viável, seu conceito e aplicação em negócios

Entenda em 3 passos o Produto Mínimo Viável, seu conceito e aplicação em negócios

Otimizar negócios e serviços é busca constante de empreendedores alinhados às novas demandas do mercado digital. O Produto Mínimo Viável, do inglês “Minimum Viable Product“, mais conhecido pela sigla “MVP” criada por Eric Ries, autor do livro The Lean Startup (A startup enxuta), hoje um dos principais livros utilizados pelos  empreendedores, surgiu para trazer maior fluidez e objetividade neste processo.

Qual o conceito de um  Produto Mínimo Viável (MVP)?

Basicamente, o conceito do termo é a validação rápida e econômica de uma ideia, seja ela de um novo serviço ou produto, junto ao respectivo mercado consumidor. 

Antigamente, havia uma possibilidade maior de planejamento e tempo para a estruturação dos serviços antes de lançá-lo aos clientes, porém hoje com a crescente inovação, principalmente no meio digital fez se necessário um fluxo mais rápido de produção para o lançamento.

Com isso, as empresas lançam uma primeira versão do produto, chamado também de protótipo, com funcionalidades mínimas e que atendam às principais necessidades dos clientes, para assim testar e validar a aceitação do projeto junto a quem efetivamente irá consumir. 

Este período de testes é conhecido, principalmente no meio das startups como MVP é tem relação direta com outro termo que faz parte do mercado da inovação empresarial: o Lean Startup, em português Startup Enxuta. 

Leia mais sobre as startups e como elas estão revolucionando o mercado em: https://bit.ly/2mfhhdq

MVP e Lean Startup

O termo consolidado pelo americano Eric Ries em seu livro “Lean Startup”, através do aprimoramento do conceito anterior de Customer Development, do empreendedor e acadêmico da área empresarial Steve Blank, reflete a importância do desenvolvimento de estratégias rápidas e sustentáveis para desenvolver cada item no produção do produto.

O Produto Mínimo Viável faz parte da primeira fase da criação de uma Startup, que pode ser definida em três etapas principais: construir, medir e aprender. Após a primeira construção do produto, são realizados testes de validação junto ao público para então o produto passar por adaptações e resolução de funcionalidades. 


Processo de criação do MVP

Este passo a passo, caracterizado pela rapidez, fluidez e maior sucesso principalmente em mercados de alto risco, pode ser incorporado também na concepção e desenvolvimento de produtos já existentes. Confira abaixo o processo de criação de um MVP e quais são os principais benefícios de aplicar esta técnica de lançamento em seus negócios.

Inicialmente, é importante destacar que a rapidez e sustentabilidade que se busca com o Produto Mínimo Viável não é sinônimo de má qualidade ou produtos incompletos. 

Estas primeiras versões correspondem a modelos mais enxutos e simplificados que oferecem ao consumidor um serviço suficiente para o atendimento da demanda. Porém ele é moldável e está sujeito a adaptações até uma versão final. 

O MVP não é um produto lançado já visando o erro, e sim  uma versão inicial que irá comprovar a efetividade da empresa em solucionar o que se busca com aquele produto ou serviço.

Visto isso, como inserir o MVP na sua empresa? Podemos resumir este processo em 3 etapas básicas de construção:

1. Proposta e primeiros passos

O que seu produto visa solucionar? Qual o mercado em que ele se insere? Existe demanda para seu produto? Estas são algumas perguntas básicas que darão o sinal para você começar a traçar a sua rota de produção.

Exemplo, você quer lançar um curso de culinária para pessoas com alguma restrição alimentar. Seguindo o conceito de MVP, você pode inicialmente lançar um vídeo curto com alguma receita específica para sentir a resposta da audiência, se há interesse neste tipo de conteúdo e como as pessoas se relacionam com ele.

2. Base de contatos e testes

Utilizando como exemplo o produto anterior, você pode captar contatos, dados e métricas destas primeiras interações que servirão para a formação de a base dos seus futuros clientes. E com estes primeiros contatos que seu produto será testado. 

Neste primeiro momento, você poderá sentir desde o começo o que pode ser melhorado, seja no formato do seu conteúdo, tom de discurso, necessidades que o público demonstre que não tenham sido mapeadas, dentre outras questões, para na sequência serem introduzidos ao produto. 

3. Criação do MVP

Com o mapa do produto em mãos, após estas duas primeiras etapas você poderá lançar sua versão teste do produto principal. Um produto pode ser entendido como uma solução ou conjunto de soluções viáveis em uma embalagem funcional e atrativa.

No caso do curso de culinária, por exemplo, você irá apresentar uma ementa clara e objetiva em plataformas fáceis e práticas que garantam o retorno desejado pelos clientes. 

Esta versão servirá de base para melhorias contínuas dentro do seu fluxo operacional até que uma versão final seja consolidada. 

O MVP permite que idealizadores, gestores de projetos e empreendedores atuem sob a resposta efetiva do mercado consumidor e não apenas com hipótese. Além disso, outros benefícios são encontrados neste modelo.

Benefícios de construir um MVP para sua empresa

Entendidas as principais questões que envolvem o Produto Mínimo Viável fica claro o porquê do método ter se tornado tão praticável principalmente em contextos inovadores e disruptivos. 

O MVP além de promover a economia de tempo e recursos para que empresas validem e lancem seus produtos atende o ritmo de mudança atual sendo parte fundamental do mecanismo operacional de startups. 

Esta possibilidade inovadora garante produtos melhores, que atendam as necessidades dos consumidores e estejam alinhados às principais demandas dos respectivos setores de atuação, desenvolvendo o mercado como um todo.